A embarcação Skandi Amazonas, navio rebocador de plataformas da empresa DOF Group, encalhou na noite desta sexta-feira (15) a cerca de 200 metros da faixa de areia da Praia Campista, em Macaé, após sofrer uma avaria considerada grave durante uma colisão ainda sob investigação. O incidente acendeu um alerta para possíveis impactos ambientais na região, principalmente pelo risco de vazamento de combustível e outros materiais presentes na embarcação.
Segundo informações preliminares, a colisão ocorreu após o navio atingir uma rocha submersa, provocando o rompimento do casco e o alagamento da casa de máquinas. Diante da situação de emergência e do comprometimento da estrutura, foi realizada uma manobra controlada de encalhe para evitar consequências mais graves em mar aberto.
Embora não haja registro de vítimas graves, equipes de emergência seguem monitorando a situação devido ao potencial risco ambiental. A embarcação permanece adernada — inclinada lateralmente — próxima à costa, enquanto profissionais especializados acompanham a estabilidade da estrutura e adotam medidas preventivas para impedir vazamentos no mar.
O coordenador do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, informou que a entidade acompanha o caso desde os primeiros momentos e destacou que a prioridade inicial foi garantir informações às famílias dos trabalhadores embarcados.
“O Sindipetro-NF continua acompanhando o caso do acidente da embarcação Scand Amazonas, ocorrido no dia 15 de maio, após uma colisão que ainda está sendo investigada e que gerou uma avaria significativa, com inundação de parte da embarcação.”
Segundo Borges, havia trabalhadores a bordo no momento do acidente e todos foram retirados em segurança pelas equipes de resgate com apoio de embarcações que atuavam na área offshore.
“Segundo a Petrobras e as empresas responsáveis, todos os trabalhadores já foram resgatados. Dos 29 trabalhadores que estavam a bordo dessa embarcação, 12 tiveram que ser desembarcados para atendimento psicológico preventivo e já se encontram bem, hospedados em hotéis da região.”
Parte da equipe permanece na embarcação para atuar na resposta emergencial e na manutenção da estabilidade do navio.
“Os demais trabalhadores continuam a bordo da unidade porque fazem parte da equipe de emergência e da equipe necessária para manter a unidade estável, segundo as empresas responsáveis”, explicou.
O diretor do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, também ressaltou o trabalho de acompanhamento junto às famílias.
“Sabemos que muitas vezes a comunicação não chega na velocidade necessária. Por isso estamos repassando a informação recebida da Petrobras de que todos foram resgatados e passam bem”, afirmou.
Além da apuração das causas do acidente, a preocupação agora se concentra no monitoramento ambiental da área. O encalhe próximo à faixa costeira de Macaé mobiliza equipes técnicas para evitar danos ao ecossistema marinho e à faixa litorânea, enquanto órgãos responsáveis acompanham o caso.
Segundo Sérgio Borges, o Sindipetro-NF participará oficialmente das investigações ao lado do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindimar).
“O Sindipetro-NF e o Sindimar vão fazer parte da comissão de investigação e divulgaremos novas informações assim que tivermos acesso”, concluiu Borges.









