A família de uma menina de quatro anos cobra providências após o homem suspeito de abusar sexualmente da criança ser liberado depois de prestar depoimento na delegacia de Araruama, na Região dos Lagos do Rio. A Polícia Civil informou que a legislação eleitoral restringe prisões cautelares no período que antecede as eleições.
Segundo familiares, os abusos foram descobertos no dia 16 de outubro, quando a ocorrência foi registrada. A criança passou por exame de corpo de delito, cujo resultado, de acordo com a família, confirmou a violência.
O suspeito foi localizado por policiais militares na quarta-feira (21), em Saquarema, enquanto tentava fugir em um caminhão de mudança. Ele foi levado à delegacia de Araruama, onde prestou depoimento e acabou liberado.
A família questiona a decisão e cobra justiça. Segundo os relatos, o homem mantinha um relacionamento com a avó da menina, e os abusos teriam começado há aproximadamente um mês.
O delegado da Polícia Civil de Araruama, Evaristo Pontes, explicou que o suspeito não pôde ser preso preventivamente por causa do período eleitoral. A restrição prevista no Código Eleitoral começou no dia 20 de outubro e segue até 48 horas após o encerramento da votação do segundo turno.
O advogado eleitoral Alex Marques esclareceu que a legislação prevê exceções à regra, como casos de flagrante delito, condenação criminal por crime inafiançável e descumprimento de salvo-conduto. Segundo ele, a gravidade do crime investigado, por si só, não permite uma prisão fora dessas hipóteses.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.









