spot_imgspot_img

Leia a nossa última edição #10

spot_imgspot_img

Educação de São Pedro da Aldeia fortalece rede de proteção contra violência infantojuvenil

spot_imgspot_img

Mais lidas

- Advertisement -

A rede municipal de ensino de São Pedro da Aldeia promoveu, nesta quarta-feira (20/05), um encontro voltado ao fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Realizado na Câmara Municipal, o evento integrou a campanha nacional Maio Laranja e teve como tema “A Escola Como Espaço de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.

A iniciativa reuniu profissionais da Educação, representantes da rede de proteção, Conselho Tutelar, Ministério Público e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD), reforçando o papel da escola como ambiente seguro, acolhedor e atento aos sinais de violência.

A secretária de Educação, Danielle Corrêa, destacou a importância da atuação dos profissionais da rede municipal no cuidado com crianças e adolescentes. Segundo ela, a escola ocupa um lugar estratégico na identificação de situações de vulnerabilidade e no encaminhamento adequado dos casos.

“A escola é um espaço de confiança e convivência diária. Por isso, é essencial que nossos profissionais estejam preparados para reconhecer sinais de violência, acolher as vítimas e atuar de forma responsável junto à rede de proteção”, afirmou.

A coordenadora de Educação Preventiva, Maria Regina da Silveira Rosa, ressaltou que promover formação e diálogo sobre o tema é uma forma de fortalecer a proteção infantojuvenil. Para ela, informação, escuta qualificada e atuação integrada são fundamentais no enfrentamento da violência.

A programação foi aberta pela psicóloga Raquel Rosas, que conduziu uma palestra sobre o ciclo do abuso sexual, abordando temas como aliciamento, manipulação emocional e silenciamento das vítimas. Durante a apresentação, ela explicou que muitos casos não apresentam sinais físicos aparentes, tornando ainda mais importante a observação de mudanças comportamentais e emocionais.

Raquel também enfatizou a necessidade da educação protetiva desde a infância. “Crianças e adolescentes precisam entender limites, reconhecer situações inadequadas e saber que podem procurar ajuda. O silêncio favorece o agressor”, destacou.

Durante o encontro, os participantes discutiram temas como supervisão familiar, escuta ativa, acolhimento e identificação de sinais físicos, emocionais e comportamentais relacionados à violência sexual.

A presidente do Conselho Tutelar, Marcele Fogos, reforçou a importância da denúncia e do encaminhamento correto dos casos, preservando sempre a integridade das vítimas e evitando a revitimização.

Já o instrutor do PROERD, subtenente Julio Morgado, falou sobre a importância do diálogo familiar e da criação de ambientes seguros para que crianças e adolescentes se sintam acolhidos para relatar situações de desconforto ou violência.

A promotora de Justiça da Vara da Infância e Juventude, Paula Marques, abordou legislações de proteção à infância, como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei Henry Borel e a Lei da Escuta Protegida. Ela também reforçou que profissionais da Educação têm obrigação legal de comunicar suspeitas de abuso ao Conselho Tutelar.

“A escola muitas vezes é o primeiro espaço onde a criança consegue revelar uma situação de violência. A escuta adequada e acolhedora é essencial para garantir proteção e encaminhamento correto”, explicou.

O encontro contou ainda com a participação da secretária adjunta pedagógica, Wania Dias, da coordenadora-geral de Políticas Pedagógicas, Cassiane Couto, além de representantes da comunidade escolar.

Como denunciar
Casos suspeitos ou confirmados de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e garante anonimato ao denunciante.

spot_imgspot_img

Últimas noticias

spot_imgspot_img