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Instituto Albatroz devolve dez pinguins-de-Magalhães ao mar em Arraial do Cabo

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Dez pinguins-de-Magalhães reabilitados pelo Instituto Albatroz voltaram ao mar na quarta-feira (4), em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos. As aves foram resgatadas no litoral fluminense e em outros estados e passaram por tratamento antes da soltura.

Cinco pinguins foram encontrados nas praias de Cabo Frio, Búzios e Arraial do Cabo. Outros quatro vieram do Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), na Bahia, e um foi encaminhado pelo Instituto de Pesquisa e Conservação Marinha (IPCMar), no Espírito Santo.

Antes de serem liberados, os animais receberam microchips de identificação e transmissores satelitais, que permitirão acompanhar seus deslocamentos e rotas migratórias.

A maioria chegou ao Centro de Reabilitação e Despetrolização do Instituto Albatroz em estado crítico, com baixo peso, hipotermia e debilidade. O tratamento incluiu hidratação, aquecimento, alimentação específica e exames. Uma das aves precisou receber transfusão de sangue de outro pinguim já recuperado.

A soltura em grupo respeita o comportamento gregário da espécie. Durante o outono e o inverno, os pinguins-de-Magalhães deixam a Patagônia Argentina em busca de alimento e chegam ao litoral brasileiro. Muitos, especialmente os mais jovens, acabam encalhando nas praias, debilitados pela longa viagem. A poluição marinha e a interação com equipamentos de pesca também representam riscos.

O Instituto Albatroz executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em 25 praias de Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo, cobrindo 54 quilômetros de litoral. O trabalho é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama.

Resgate de animais: o telefone para acionar o projeto na Região dos Lagos é 0800 991 4800.

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