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quinta-feira, agosto 11, 2022
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Venda de 17 campos de petróleo podem injetar R$ 13,2 bilhões na região, segundo Firjan

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A Petrobrás abriu as propostas das empresas que disputaram a mega licitação para manutenção e reparo de diversas plataformas da Bacia de Campos. As últimas negociações confirmaram a venda de 17 campos de petróleo para cinco empresas, das quais quatro apresentaram planos de desenvolvimento que totalizam uma injeção de pelo menos R$ 13,2 bilhões, segundo levantamento feito pela Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

No lote 1, a melhor proposta foi da GranIHC, no valor de R$ 621,2 milhões. Já no lote 2, a oferta que ficou no topo da lista foi a da PetroJato, que propôs executar o contrato por R$ 165,1 milhões. No lote 3, a empresa com o melhor lance foi a Sisnergy, com um orçamento de R$ 592,2 milhões. Por fim, o lote 4 também teve melhor valor apresentado pela GranIHC – R$ 579,2 milhões.

Apesar de ser o menor lote, 17 empresas se interessaram e apresentaram ofertas para conquistar o contrato do lote 2 que engloba as unidades P-09, P-26, P-32, P-33 e P-37. Algumas dessas plataformas estão com planos de descomissionamento em análise ou aprovados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). No entanto, a Petrobrás precisa manter a integridade de suas plataformas.

Além da já citada PetroJato, que ficou em primeiro lugar na aquisição do lote 2, também figuram entre as concorrentes a Ocyan (4º lugar), a Método Engenharia (8º lugar), Heftos Óleo e Gás (12º lugar), para citar as mais conhecidas no mercado.

Agora, a licitação entrará na fase de habilitação técnica e econômica, onde as primeiras colocadas de cada lista serão confirmadas – ou não – como as vencedoras dos contratos.

O plano de desinvestimentos da Petrobras tem como um dos objetivos reduzir a dívida e alavancar o retorno dos investidores, possibilitando que a estatal foque na exploração dos campos de Pré-Sal, mais rentáveis.

Ao todo, 35 campos da Bacia de Campos foram colocados à venda, boa parte deles dedicados ao descomissionamento – a desativação de antigas estruturas de exploração que, por estarem obsoletas, acabam gerando grandes gastos de manutenção. Mas há também, por exemplo, o campo Maromba, arrematado pela BW Offshore, que terá o primeiro óleo retirado em maio de 2022.

Expectativa em Macaé

A multinacional Tridenty Energy, com base em Macaé, arrematou 10 campos de petróleo, com previsão de R$ 5,6 bilhões em investimentos. Também com base em Macaé, a multinacional franco-britânica Perenco assumiu três campos, onde prevê investimentos de R$ 1,1 bilhão. A empresa pretende instalar uma nova plataforma flutuante de armazenamento e transbordo, com previsão de instalação no segundo semestre do ano que vem, e já iniciou a adoção de medidas para redução da dependência da rede de dutos existentes.

“O movimento diversifica o mercado de óleo e gás, e assim ganhamos novos protagonistas ao lado da Petrobras. A presença de todas elas enriquece o mercado e a região, trazendo o dinamismo que nós precisamos para incrementar as atividades econômicas e sociais, gerando emprego e renda para todos”, comemorou o novo coordenador da Comissão Municipal da Firjan em Macaé, Gualter Scheles, que solicitou o estudo feito pela Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan.

Mais royalties e empregos

Além dessas companhias, as operações na Bacia de Campos também vão contar com as atividades da Petrorio, da BW Offshore e da Petronas. Entre os campos de petróleo adquiridos pelas empresas, a Perenco é responsável por um dos que correspondem à geração de royalties para Macaé e outros dois para Campos; a Tridenty, por seis em Campos e oito em Quissamã. Já a Petronas e a PetroRio vão explorar cada uma, um campo com geração de royalties para Campos. A maior parte corresponde a campos maduros, que são aqueles que já passaram do auge da sua capacidade de produção.

Veja abaixo um resumo do resultado de cada um dos lotes:

LOTE 1 – P-18, P-19, P-20, P-35, P-43, P-47 e P-48 / P-61 e P-63

1) GranIHC – R$ 621,2 milhões

2) Sysenergy – R$ 650,6 milhões

3) Ocyan – R$ 680,7 milhões

4) Heftos Óleo e Gás – R$ 686,5 milhões

5) CRS Martime Service – R$ 708,5 milhões

LOTE 2 – P-61 e P-63

1) PetroJato- R$ 165,1 milhões

2) Multiplos Estaleiros do Brasil – R$ 170 milhões

3) GranIHC – R$ 182,001 milhões

4) Ocyan – R$ 184,7 milhões

5) A A S Junior – R$ 189,8 milhões

LOTE 3 – P-38, P-40, P-51, P-53 e P-56

1) Sisnergy – R$ 592,2 milhões

2) Ocyan – R$ 620,7 milhões

3) GranIHC – R$ 631,009 milhões

4) WM Manutenção e Reparação – R$ 643,1 milhões

5) Heftos Óleo e Gás – R$ 647,4 milhões

LOTE 4 – plataformas que estejam em campanhas com Unidade de Manutenção e Segurança (UMS)

1) GranIHC – R$ 579,2 milhões

2) Sysenergy – R$ 600,1 milhões

3) Heftos Óleo e Gás – R$ 666,4 milhões

4) CRS Martime Service – R$ 679,1 milhões

5) WM Manutenção e Reparação – R$ 683,2 milhões

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